Após não ser chamado para receber diploma, formando ganha direito a indenização de R$ 9,3 mil

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ESQUECIDO NA FORMATURA

Justiça do RS reconheceu que cobrador de ônibus sofreu dano moral


Era para ser um dos momentos mais importantes da vida do cobrador de ônibus Carlos Rodrigo Rodrigues Costa: vestindo toga e com boa parte da família assistindo a cerimônia, receberia o diploma de tecnólogo em logística — para o qual batalhara por dois anos. Mas seu nome nunca foi chamado, e ele voltou para casa decepcionado.

Após não constar na lista dos chamados e ser esquecido durante a colação de grau na Anhanguera da capital gaúcha, em 2016, o porto-alegrense de 39 anos ganhou na Justiça o direito de receber R$ 9.370 da faculdade. Em 30 de janeiro, a 3ª Turma Recursal Cível do RS reconheceu o dano moral sofrido pelo formando e manteve decisão que condenou a instituição de ensino ao pagamento de indenização. No mesmo processo, o recurso da empresa organizadora do evento foi aceito para eximi-la de culpa pelo ocorrido.

— Me senti muito humilhado. Meus familiares estavam lá, meu filho, esposa, sogros, irmãs e amigos — conta.

Costa relata que, quando acabou a etapa da entrega de diplomas e foi dado prosseguimento à cerimônia, ele deixou o salão de eventos do Clube Farrapos antes do fim da solenidade. Até dispensou o churrasco que havia marcado com os amigos porque não havia clima. Depois que uma colega entrou na Justiça pelo mesmo motivo — e ganhou o direito a indenização —, ele resolveu buscar o mesmo.

— No começo, não queria. Mas depois pensei bem. Processei para não fazerem isso com outros colegas, outros amigos.

O estudante relata que não teve dificuldades para obter o diploma do curso à distância.

O relator do recurso, juiz Cleber Augusto Tonial, afirmou que eventos como a formatura são únicos na vida de uma pessoa e coroam anos de esforço e estudo: “ter retirado do aluno este momento é algo inaceitável e que causa humilhação e sofrimento”.

Quanto ao afastamento da responsabilidade da empresa de eventos, o magistrado disse que depoimentos de pessoal da própria Anhaguera apontaram que a falha no cerimonial teve origem na administração do setor acadêmico.

O voto do relator foi acompanhado pelos juízes Luís Francisco Franco e Fabio Vieira Heerdt.

 GaúchaZH procurou a Anhanguera de Porto Alegre, que se limitou a dizer, em nota, que “a colação de grau de Carlos Rodrigo Rodrigues Costa já foi realizada”.

Fonte:  GaúchaZH

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